Terás o beijo e o aconchego de quem se chega a mim. Ambos seremos o abraço que apetece e não acontece; a mão dada que se desenleia dos dedos da memória prisioneira; seremos o jeito de incendiar o preconceito e a besta que nos amedronta. …E com ternura abriremos trilhos de labaredas para amar na hora em que o Amor clamar por nós.
Vem, somos apenas uma outra fogueira mais que está por atear sobre o lugar deixado vago pelo pó das cinzas, hoje levadas pelo desassossego da nossa (in)temporal rebeldia.
Bem vindo(a) à minha teia, que aqui também teço à luz duma candeia de que só tu sabes ser de luz… e de fogo… e de marés altas… e de beijos e de ensejos… e de poetas vadios que incendeiam os dias calmos onde os indiferentes adormecem, sem asas, sem fogo, sem incenso, sem amor.
Vem! Vem daí, trás candeia e fogueira. Vem derreter os sonhos da tua chama inquieta na candeia que deposito no parapeito da nossa cega janela comum.
Prometo labaredas de incenso a vaguear sem fim pela nossa memória futura. Garanto grinaldas a enfeitiçarem de humanidade o caminho que está por lavrar, de candeia sempre acesa…

